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Mobilização no Edisa. Crédito: Reprodução do site do Sindipetro-LP.
Quando o bolso dos endinheirados fala mais alto do que os nossos direitos, precisamos reagir! Dia 26 é greve!
Redação da ABCP
Uma greve unificada petroleira está sendo aprovada massivamente pela categoria em todo o País. Tudo indica que será uma potente mobilização petroleira.
A retirada de um dia de teletrabalho sem nenhum diálogo prévio com entidades sindicais e comissões de trabalhadores e o corte na PLR de 30% representam retrocesso nas nossas condições de vida e trabalho. É uma política nitidamente que valoriza mais os acionistas estrangeiros em detrimento das trabalhadoras e trabalhadores da empresa.
Passa governos e a alta gestão da Petrobrás mantém a sua forte característica autoritária, coercitiva e ameaçadora quando querem colocar goela abaixo retrocessos para a categoria petroleira. Isso ocorreu em diversos momentos, como na alteração do plano de carreiras, em acordos coletivos e, agora, na questão do teletrabalho.
A indignação com a questão do teletrabalho vem gerando mobilizações históricas nas bases administrativas. Atos lotados, “adesivaço” nos escritórios, filiações sindicais, auto-organização entre trabalhadores sinalizam que se persistir a decisão da alta diretoria, a empresa terá prejuízos diversos ocasionados com a insatisfação das condições de trabalho.
A participação de uma diversidade de trabalhadores nas mobilizações trouxe muitas questões que embasam a defesa na manutenção de dois dias de trabalho presencial. Além do tempo de deslocamento, da maior produtividade e da menor exposição aos efeitos do colapso climático que vivenciamos, o teletrabalho traz menos adversidades para mulheres que conciliam mais de uma jornada de trabalho com cuidado com filhos e familiares, e também para pessoas LGBT´s que ficam menos expostas em ambiente de trabalho muitas vezes não saudáveis.
A empresa não argumenta nada de concreto, reforça integração, celeridade e tempestividade como exigência do mercado e envia um recado ameaçador para categoria por e-mail com ultimato de prazos. Na prática, sabemos que esses e muitos outros desafios podem ser vencidos por meio de um acordo específico e dialogado junto aos trabalhadores e suas representações sindicais sobre o modelo hibrido de trabalho.
Muitas lutas petroleiras refletiram em avanços para toda classe trabalhadora, as greves de 1963, 1983 e 1995 são provas históricas da importância das nossas lutas.
Sabemos que a nossa greve tem o apoio da classe trabalhadora – e nunca receberá tratamento correto por parte da grande imprensa corporativa. Nunca seremos noticiados com tom positivo.
Num mundo do trabalho cada vez mais precarizado, quando enfrentamos o autoritarismo em favor do bem-viver, toda sociedade avança!
No momento em que o País tenta recompor sua frágil democracia, quando a sociedade avança na cobrança do julgamento e punições de golpes contra o regime democrático, as atitudes de Magda e da alta direção se mostram dissonantes e ainda mais cruéis.
Ainda estamos aqui (com as nossas lutas) e faremos uma greve histórica do dia 26 de março!
Somos mais fortes unidos. Filie-se ao Sindicato.
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